Diário da Prisioneira da Rua Oito

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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Só no amor sou intolerante e cruel.

Em relação alguma sou tão cruel como no amor.
Em mim nunca funcionou o sentimento da piedade. Quando é o caso, o que me surge não é a piedade mas o desprezo ou a irritação.
Sei o quanto se sofre quando não se é amado. Mas isso não me comove quando não amo quem me ama.
Um homem tudo pode de mim pedir e obter. Exceto que eu o ame.
Em todas as situações a compaixão tem um limite. Mas quando deixo de amar de verdade, a compaixão acaba e a repugnância começa.
O jogo do amor é um jogo de forças.

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